DUARTE

NUNO

PINTO

SOARES

A vida e obra,

     de um capitão de Abril.

A minha vida foi construída com uma família feliz.

Com a esposa Mabelina Maria Oliveira de Carvalho Pinto Soares,

e os nossos filhos Nuno Pedro de Carvalho Pinto Soares e

Sara Andreia de Carvalho Pinto Soares.

Biografia (resumida)

Duarte Nuno Pinto Soares nasceu em Moçambique em 1943 donde veio com 10 anos para frequentar o Colégio Militar. Ingressando posteriormente na Academia Militar completou em 1967 a licenciatura em engenharia cicil no Instituto Superior Técnico (I.S.T. ). O início da sua carreira militar tem lugar em Angola,  com uma primeira comissão na guerra de África, para onde voltou posteriormente para uma segunda comissão militar. Com 29 anos é escolhido pelo consórcio luso-brasileiro “Soltróia”, para Director Geral da construção do empreendimento  turístico de Tróia até a inicio da revolução de Abril de 1974. Participando desde o inicio no “clandestino movimento dos capitães”, inicia a sua carreira politica em Junho de 1974 com a sua eleição para o Conselho de Estado onde como elemento mais novo desempenhou o cargo de Secretério do Conselho e seu Porta Voz. Com a criação do Conselho da Revolução em Março de 1975 ao qual pertenceu, vem a demitir-se deste órgão em 9 de Agosto desse ano,  depois de reconhecer a ausência de carecteristicas para o desempenho de cargos políticos. Foi Comandante da Academia Militar ,nesse ano , por decisão unânime do Conselho da Revolução que o gradoou em General (para o efeito ) atribuindo-lhe a missão de  elaborar as bases curriculares para a  criação de  uma actualizada “Instituição de Ensino Superior Militar”. Concluida a sua missão reiniciou a sua carreira  militar ao longo da qual obteve duas Posgraduações universitárias, o Curso de Estado Maior e o Mestrado de Estratégia Global no I.S.C.S.P. da  Universidade Técnica de Lisboa. Atingido o posto de coronel, e as respectivas condições administrativas necessárias, pediu a passagem á reforma em 1 de Janeiro de 1993. Iniciando uma carreira exclusiva no domínio da Engenharia Civil, veio em 1996 a ser escolhido  para Vice Presidente da Junta Autónoma das Estradas (J.A.E.). Em Maio de 1998 solidarizando-se com o pedido de demissão do presidente General Garcia dos Santos cessa assim a actividade na  J.A.E. Pinto Soares ao longo da sua carreira realizou estudos e artigos que nunca desejou publicar. Assim aconteceu com a sua tese de Mestrado que não obstante a sugestão do Júri Universitário para a sua publicação se recusou à sua exposição nos escaparates das livrarias. É em 2005 que inicia a elaboração das suas Memórias do período de 1974/1975. É membro do Conselho da Presidência da “Associação 25 de Abril” da qual foi Membro Fundador. É membro da “Associação Conquistas da Revolução”. Atleta de mérito desde jovem, chegou a integrar a “Direcção  da Federação Portuguesa de Ginástica” e por inerência, Assessor do “Comité Olímpico de Portugal”. No plano técnico mantem-se como Membro do Comité Português do “Congresso Mundial das Estradas”.

Possui a gran-cruz da Ordem da Liberdade .

 

 Cavaleiro da Ordem Militar de Aviz .

 

Oficial da Ordem Militar de Aviz.

Biografia (completa)

Cronologia

Através da linha de tempo, saiba quando aconteceram as promoções

e funções militares de Duarte Nuno Pinto Soares.

1969
1971
1978
1981
1987
1990
1967/68
1975
1984
1993
1967/68

Tenente

Engenheiro

Tirocinio de engenharia

na escola prática de engª.

1968/69

Capitão

Engenheiro

Angola-adjunto do cmdt

da comp. de eng.2535

1970

Capitão

Engenheiro

Lisboa-reg.de eng. nº1-cmdt das

comp.de engenharia e de instrução

1971/72/73

Capitão

Engenheiro

Angola-cmdt da

comp. de engª 3379

1973/74

Capitão

Engenheiro

Lisboa-adjunto da direcção

de obras do exercito

1974

Capitão

Engenheiro

Membro do conselho

de estado

1975

Capitão

Engenheiro

Membro do conselho

da revolução

1975

General

Grad.

Comandante  da  academia

militar

1978/77/78

Major

Engenheiro

Director do gabinete de sapadores

da escola  prática de engª.

1979/80/81/82/83

Major Engenheiro

Tenente Coronel Engenheiro

Director do gabinete de sapadores

da escola  prática de engª.

1982/83/84

Tenente Coronel

Engenheiro

Chefe da "missão de engª.militar" para a

cooperação com a r.p. de moçambique

1984

Tenente Coronel

Engenheiro

Director da repartição de planeamento

da  direcção de obras do exercito

1985/86

Tenente Coronel

Engenheiro

Instituto de altos estudos militares

curso de estado maior

1986/87

Tenente Coronel

Engenheiro

Adjunto da repartição de logística

do estado maior do exercito

1987/88

Tenente Coronel

Engenheiro

Director de instrução da

escola prática de engenharia

1988/89

Tenente Coronel

Engenheiro

2º comandante da

escola prática de engenharia

1990/91/92

Coronel

Engenheiro

Adjunto do general quartel mestre

general do estado maior do exercito

(início de)1993

Coronel

Engenheiro

Pede a passagem à reforma

Engenharia Militar

Eleito para seis mandatos, como membro do conselho da arma de engenharia, ao longo da sua carreira

Em 1973, quando areriu ao movimento, era capitão de engenharia já com duas comissões na guerra colonial.

 

Integrou, ainda na fase conspirativa, a comissão coordenadora do Movimento dos Capitães.

 

Foi um dos elementos de ligação aos outros ramos das Forças Armadas na preparação do  25 de Abril.

 

Em 8 de março de 1974, foi preso no Forte da Trafaria acusado de conspiração contra o governo

 

Após 25 de Abril, fez parte da comissão coordenadora do programa do MFA, foi membro do conselho de estado, sendo seu secretário (por ser o membro mais novo) e membro do conselho da revolução.

 

Foi nomeado, pelo conselho da revolução, comandante da academia militar, a pedido de cadetes-alunos, o que implicou a  sua   graduação, no posto de general.

 

Coordenou o “conselho pedagógico” que procedeu a uma profunda reestruturação da academia.

 

Abandonaria o CR quando se verificou a fractura do “documento dos nove” no seio do MFA, em 9 de  agosto de 1975, mantendo-se na academia.

 

Finda a reestruturação da AM, solicitou em dezembro de 1975, o regresso á escola prática de engennharia, retomando então, a sua recente promoção ao posto de major, continuando a sua carreira militar.

 

Aposentou-se ,em 1993, por questões de dignidade militar e pessoal, (por não ter  sido nomeado para comandante da escola prática de engenharia), quando era o coronel mais antigo e melhor classificado, da sua arma.

Possui a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade

1. Estudo sobre "Ensaios de mecânica dos solos" (Obra dos Depósitos NATO na Trafaria)

 

2. Estudo sobre "Técnicas de solo-cimento" (Laboratório de Eng*. de Angola)

 

3. Projecto de Estabilidade da Estrutura dos Edifícios para a Messe no Luso (Angola)

 

4. Coordenador do Seminário sobre a problemática da Acção da Engenharia Militar em Angola (Redactor das Conclusões)

 

5. Comparticipa com estudos parcelares da história do "Movimento dos capitães" em publicações de diversos autores

 

6. Discursos e artigos publicados em jornais da época

 

7. Preside à Comissão para a elaboração do estudo de "Reestruturação dos cursos da academia militar" quando nomeado pelo conselho da revolução para comandante da Academia Militar, pelo que foi graduado em General

 

8. Publica na Revista da Eng. Militar uma série de artigos sobre "Análise funcional do serviço de obras do exército"

 

9. Autor da reestruturação do Curso de "Sapadores das armas"

 

10. (Na Direcção de Fortificações e Obras do Exército) difunde um estudo sobre "Metódologia para um controle de obras"

 

11. Elabora as "Bases gerais dum plano de obras quinquenal do exército"

 

12. No Âmbito do Curso de Estado Maior) apresenta os seguintes trabalhos:

 

                a-Importância Geoestratégica das Pequenas Potencias

 

                b-Portugal Face às relações Leste-Oeste e Norte/Sul.

 

                (artigo no semanário "Expresso"."A descolonização dez anos depois")

 

                c-Situação Estratégica de Portugal

 

                d-Planeamento de Forças

 

                e-Bases para o Estudo de uma Carreira Militar

 

13. Coordena o grupo de trabalho da Escola Prática de Eng que participa no "Seminário da engenharia militar" com o tema: Operações Tácticas em Ambiente de Guerra Química, Nuclear e Bacteorológica Idem em 1988 com dois temas

 

14. Proposta para reformulação do Tirocinio para Oficial e Curso de Promoção a Capitão

 

15. Planeou e coordenou a intervenção da escola prática de engenharia num "Exercício táctico de eng*, ao nível da brigada de defesa territorial da região militar centro"

 

16. Planeou organizou e coordenou as "Comemorações do 341º aniversario da arma de eng*. E 108º aniversario da escola-prática de eng."

 

17. Ultimou (desde meados de 1987) a Disertação do Mestrado de Estratégia Global, em Ciências politicas, no Instituto Superior de Ciências Sócias e Politicas(ISCSP):

 

                                          -Estratégia Nacional Global

                                                               -Referenciais Históricos

                                                               -Perspectivas Actuais

 

18. Plano de Reinstalação dos Órgãos Logísticos do Exercito

 

19. Elaboração do Manual de Fiscalização de Obras

Atividades como

Engenheiro Civil

1970

Colaborou no extinto gabinete de estudos e planeamento dos transportes terrestres no projecto ferroviário da ponte sobre o tejo(geptt ).

1973/74

Foi director geral da construção do empreendimento turistico de troia.

1991/92

Coordenador do Grupo de Trabalho para a Construção das Novas Instalações Logísticas do Exército.

1992/96

Engenheiro do quadro da PENGEST, Lda

1996

Assessor do Secretário de Estado das Obras Públicas

1996/98

Vice-Presidente da JAE

1998/1999

Reassumpção de funções na PENGEST, Lda

2000

Direcção Técnico-Comercial da PENGEST

2001/2002

Gestor de Empreendimentos e Coordenador de Segurança da EDP

2003/2004

Responsável pela Exploração Ferroviária e Coordenador de Segurança da REFER (na PENGEST, SA)

02 a 10/2004

Coordenador da Equipa de Fiscalização (na PENGEST, SA)

2005

Assessoria (na PENGEST, SA)